domingo, 3 de março de 2013

Manif 02Mar

Estive lá. Pacífica e comovedora, podia-se sentir a raiva e o desespero ... uma maioria clara de seniores "grisalhos" e classe (ainda) média, sem sinais de partidos ou centrais sindicais. Uma multidão imensa que se estendia por toda a Avenida da Liberdade a caminho do Terreiro do Paço ... eu nunca tinha visto nada igual (e estive no 15 de Setembro).

 (Para ampliar, "clicar" nas imagens)

Acerca disto li o texto que segue e de que gostei muito:

"Eu nada vi na Avenida da Liberdade.
Sim, eu vi a força tranquila nos rostos de gente de bem, com quarenta, cinquenta e mais no limiar de uma vida precipitada.
Eu nada vi hoje.
Sim vi. Vi caras que sempre associei à Direita. Gente com estilo, gente de bem, gente que nunca pensou em rua, em protesto.
Eu nada vi em Lisboa, hoje à tarde.
Sim, vi o ânimo, a revolta, a paz desejada nas ciranças, nos velhotes que só amamos, na irreverência das miúdas coloridas, na teatralidade honesta dos gestos.
Eu nada vi esta tarde.
Sim, vi uma multidão que é um país, multiclassista, multicultural.
Eu vi a minha Pátria viva no maior cântico à Liberdade.
Eu nada vi do que há no fundo da alma de todos e na vontade imparável de mudar.
Esta gente é imparável.

Luiz Carvalho"

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Porquê agora?

O comunicado do Conselho de Chefes de Estado -Maior hoje divulgado deixa-me perplexo e desgostoso. Porque razão o fizeram e, ainda por cima, agora? Se foi por causa do jantar e do programa "Prós e Contras" mais valia que o não fizessem. Não faltará quem associe este comunicado à manifestação da brigada do reumático, de que estes chefes ainda  se devem lembrar. Alguém lhes terá sugerido que o fizessem? Tudo isto é muito estranho e terceiro mundista.
Declarar lealdade ao governo é desnecessário a quem está em funções, por definição; fazê-lo quando há agitação é sinal negativo para todos menos para o governo.

domingo, 24 de fevereiro de 2013

"O SINDICATO"

O denominado , ou alcunhado, SINDICATO, reunido num jantar na Escola Naval , no tempo do Silva Santos como Director e 1º Comandante

Medalha moderna

Foi agora instituida uma nova medalha militar nos Estados Unidos designada como Distinguished Warfare Medal, que se destina a recompensar os actos relevantes com impacto nas operações de guerra sem estar no terreno. É o caso dos pilotos de aeronaves não tripuladas que combatem a milhares de kilómetros de distância. A medalha foi logo alcunhada de Drone Medal e está a ser objecto de muito gozo e controvérsia, não só pela forma da medalha, que representa uma consola de jogos de computador, mas também por ter sido colocada com precedência sobre o Purple Heart e a Bronze Medal, estas destinadas a quem dá o coiro. Sinal dos tempos. Também é certo que se descobriu agora que estes pilotos de sofá sofrem dos mesmos problemas psicológicos que os pilotos envolvidos em operações no teatro.

Defesa Nacional e Forças Armadas


Na linha de qualidade a que nos tem vindo a habituar, o OCeano JPN volta a debruçar-se sobre a temática "Defesa Nacional e Forças Armadas". Como ele diz,  "... o que se verifica é que na atualidade e uma vez mais as FA estão na ordem do dia, nacional, e os assuntos polémicos e sobre os quais se opina, entre outros, são os temas de sempre, do redimensionamento, do reequipamento e modernização, das carreiras militares, dos recursos, etc., etc. " Os seus pontos de vista foram publicados no Jornal de Defesa e Relações Internacionais e podem ser lidos seguindo esta ligação. Julgo que a leitura do artigo do JPN é uma boa preparação para quem quiser acompanhar, com conhecimento de causa, o debate sobre as Grandes Opções do Conceito Estratégico de Defesa Nacional que está previsto acontecer na Assembleia da República em 08 de Março.

sábado, 23 de fevereiro de 2013

Zeca Afonso

Foi há 26 anos que este excepcional Poeta e Músico nos deixou e, no entanto, continua presente, todos os dias.



quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Agarra que é ladrão!



Fiz ontem de manhã uma receosa visita ao sítio da Caixa Geral de Aposentações, para consultar o que acontecera à minha pensão. Bem analisada a copiosa lista de descontos, só posso concluir que me meteram as mãos nos bolsos até aos dedos dos pés. Pela primeira vez na vida, desejei ter pé-de-atleta, para o pegar aos Irmãos Metralha que me fizeram esta gracinha.

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

MDN condenado

O MDN foi condenado por "omissão ilícita e culposa do dever de fiscalização" das pescas por navios estrangeiros em águas nacionais. Isto por falta de fiscalização entre as 100 e as 200 milhas nos anos de 2002 a 2004. O MDN está condenado a pagar aos autores da "acção popular" o montante dos prejuízos sofridos por estes. Estamos perante um facto inédito, que pode abrir uma caixa de Pandora. Por exemplo, a GNR pode ser multada por deixar roubar os fios de cobre. Mas isto vai ao encontro e reforça a já antiga e inútil reclamação da Marinha por novos meios para fiscalização. Não sei o que dirá o MDN, para além das vagas alegações de que a redução dos meios não afecta a missão, etc.
Mas o que acho extraordinário é como os autores da acção, os sindicatos e associações de pescadores, conseguiram isto. Os pescadores dos Açores pescam à babugem de terra. Haverá uma ou duas embarcações de pesca do alto. Como é que podem provar que a pesca nos bancos situados a mais de cem milhas os prejudicaram? E culpam as embarcações estrangeiras pelo prejuízo. Como é que sabem se não vão lá ver? E mesmo que fossem, como saberiam que não estavam autorizadas pelos acordos de pesca no âmbito da U.E.? E como é que vai agora ser calculado o prejuízo, se os açorianos lá não pescam?
Também é interessante constatar que o tribunal faz avaliação operacional sobre meios adequados à missão! E é também caso para perguntar: _ E agora as FA têm o não têm autoridade para fazer a fiscalização da pesca? Os juízes decidiram.

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

TAN CERCA ... Y TAN LEJOS !!!!







...é só apresentar a Identidade Militar !!!!!

domingo, 17 de fevereiro de 2013

Para onde nos estão a conduzir?

João Ferreira do Amaral na Conferência Inaugural de Economia Portuguesa - Propostas com Futuro que teve lugar ontem, 16 de Fevereiro na Fundação Calouste Gulbenkian:

“Nós não podemos imaginar que estes programas que estamos a prosseguir vão dar resultado. Pelo contrário, vamos por uma situação de ausência de saídas, de um bloqueio total”.

“Se rapidamente nós não arrepiarmos caminho e se não começarmos a atacar o verdadeiro problema que temos, que é a discussão da estrutura produtiva, para a tornarmos mais competitiva, mas ao mesmo tempo mais amiga do emprego também, podemos ter a certeza que é a própria sobrevivência do país, que, tal como o conhecemos, pode estar em causa".

"Destacou que um aspecto muito importante, que tem sido completamente descurado, são as opções claras em termos de investimento público, que actualmente é considerado um inimigo, o que é um erro brutal, porque é essencial para dar sustentação à coesão nacional e para a actividade económica de muitos sectores. E, como matérias essenciais para o futuro as opções energéticas – que vão ser algo sempre muito determinante na progressão da economia -, os domínios de sensibilidade ambiental com grandes potencialidades económicas, como as actividades marítimas e a floresta, e o desenvolvimento do capital humano nas suas diversas componentes".

“O Estado não se pode demitir de ter opções estratégicas em termos de grandes sectores que têm a ver com o futuro do país, realçando que o mercado é míope em relação ao longo prazo, pelo que não tem capacidade de orientar o país na defesa dos seus interesses nacionais".

Fonte: Jornal Sol

Com o definhar das capacidades da FA's, nomeadamente a naval, como se faz a segurança, defesa e apoio das actividades marítimas? E da investigação e desenvolvimento na ZEE e plataforma continental? E a fiscalização das áreas marítimas de interesse nacional depositárias de recursos economicamente relevantes e valiosos?

sábado, 16 de fevereiro de 2013

Ainda e mais uma vez as Pensões

Apesar de ser sábado, acordei cedo, liguei o rádio e como reformado senti-me logo alvo de novo ataque da parte de uns senhores que não devem gostar nada de nós a avaliar pelo que nos andam a fazer. Já andava mal disposto depois de ter ido ver a minha folha de pagamentos deste mês à CGA e de a Marinha, por despacho de um daqueles senhores (com letra pequena, atente-se), o que tutela as FFAA, me ter tirado o Complemento de Pensão que vinha recebendo, pelo que ainda fiquei pior.

Rezava a notícia de que esses senhores andam a pensar em tornar definitivo, como trabalho de casa a apresentar à troica, o corte que a título de solidariedade estão a fazer este ano às pensões de reforma milionárias (superiores a 1 350 €).
Não vou acrescentar nada de novo, pois já todos sabem sobejamente o que se está a passar. Apenas umas curtas constatações e reflexões:
- Eu julgava que ser solidário (não no sentido jurídico) era um acto pessoal e voluntário em prol de alguém e não uma obrigação tipo imposto que esses senhores nos estão a impor e que para inglês ver a apelidam de solidariedade;
- Depois, essa solidariedade é para com quem? Para os mais necessitados, para os que têm fome, para os desempregados, não deve ser, pois continuo a ser solicitado por várias organizações particulares com fins caritativos para as ajudar. É sim para tapar os buracos dos que ao longo das últimas décadas nos (ao país) endividaram perante o exterior e para as escandaleiras financeiras nacionais, perante o que neste momento todos temos de ser solidários (no sentido jurídico, agora);
- Apregoam esses senhores que o país não aguenta as pensões dos seus reformados. Acredito que não, mas então é lícito perguntar o que fizeram eles ao produto dos nossos descontos para tal durante a vida activa. Estarei errado se disser que os esbanjaram abusivamente?
- Claro que estou a referir-me aos que descontaram para a reforma e durante toda a sua vida activa os montantes que lhes foram pedidos e não aos, esses sim privilegiados, que com apenas alguns anos de descontos tiveram direito a reformas completas e chorudas;
- Quando é que esses senhores têm vontade política (ou capacidade) para fazer reverter para a contabilidade do apregoado deficit, e assim aliviar os sufocados contribuintes, os montantes imensos escoados através dos escândalos financeiros nacionais recentes?
- A cadeia dos direitos adquiridos tem elos fortes e fracos?

Perante tudo isto e mais o que não sei, só me apetece dizer:
RUA COM ESSES SENHORES![1]
pois acredito que ainda haja alguém com espírito de missão e de servir que consiga trazer para a governação ética, moral e sentido humano. Só assim se pode conquistar o respeito dos governados, conquistar uma verdadeira coesão nacional e fazer sair de uma vez o país desta maldita crise que, pouco a pouco, vai acabrunhando a grande maioria de todos nós.







[1] Ainda estive para dizer CAMBADA, porventura mais apropriado, mas como me tenho por bem educado contive-me.

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Outra pérola

Pela  entrevista do MDN à TVI, ontem à noite, fiquei a saber que o seu grandioso plano foi baseado num estudo produzido no Instituto de Defesa Nacional.
Estou esclarecido.

Ainda o complemento de pensão


Recebi hoje uma versão correcta da carta do Director dos Serviços Administrativos e Financeiros Centrais, idêntica à anterior mas ostentando correctamente o meu posto e nome e terminada por uma pequena frase manuscrita em que se lamenta o sucedido com a primeira versão documento. É de inteira justiça louvar esta atitude do CMG AN Simões Candeias, pelo que não quis deixar de a mencionar aqui.
Reposta a forma, resta a questão do conteúdo, mas há uma grande diferença entre o mensageiro e o culpado do esbulho, e desta vez trata-se apenas de saudar o mensageiro. 

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Duas pérolas do MDN

Nesse documento que por aí anda para a reforma das Forças Armadas, retirei estas duas pérolas:
- Os depósitos de material militar dos Ramos devem ser concentrados numa única estrutura.
- Deve ser criada uma escola conjunta de formação de sargentos.

Vai ser um encanto quando um navio precisar de uma válvula ter de ir buscá-la a Alcochete; para além de a requisição precisar de ir ao ministério e de se gastar um dia inteiro para lá ir de viatura buscá-la. Chama-se a isto economia e eficácia.
Também será uma maravilha dar formação na mesma escola a um condutor de máquinas e um sargento de infantaria. Se há nível em que não deve haver qualquer instrução conjunta é, precisamente, nos sargentos.
Desde que a moda do conjunto entrou por cá no tempo do Severiano, sem perceberem do que se trata, que a asneira é generalizada. E o pior é que eles não pagam pelo que fizeram!

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Reformados e Pensionistas

em: Gomes Canotilho  - parecer jurídico destinado a esclarecer a 
conformidade constitucional da norma contida no artigo 78.º da lei 
nº 66-B/2012, de 31 de Dezembro: 
(Lei do Orçamento do Estado para 2013).

Valor mensal da pensão de reforma ou aposentação
Taxa efectiva de tributação

€ 2.000
29%
€ 3.751
46%
€ 5.000
51%
€ 7.500
62%
€ 10.000
66%
€ 20.000
77%
€ 40.000
83%