quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

AJUDEMOS O AUSTRALIANO...

Anda o fundador da Wikikeaks com a justiça a morder-lhe as canelas por esse mundo fora.

Daqui lhe envio uma sugestão para acalmar a sua , decerto grande, angustia.

Peça asilo politico ou simplesmente asilo à republica Portuguesa !

Habituados que estão os "tugas" em todos os niveis da sociedade, a fugas de todos os géneros e para todos os gostos, ( dos processos judiciais em segredo de justiça, de elevadas quantias para paraisos fiscais, de dinheiro depositado em bancos para bolsos sabe-se la de quem, de dinheiros de derrapagens de obras publicas para os mesmos bolsos, etc. ... até às fugas de água na canalização que nos custam os olhos da cara....) seria o senhor Julian Assange muito bem acolhido !!! Decerto teria uma sinecura bem remunerada...

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

CEMA

O CEMA cessou hoje funções e despediu-se numa cerimónia que pode ser visionada no sítio da Marinha. O Alm. Saldanha Lopes toma posse amanhã no paláco de Belém e só lhe podemos desejar muita sorte, porque as circunstâncias são, à partida, muito piores do que as que existiam no início do consulado do seu antecessor.
Da cerimónia de hoje devem-se assinalar dois factos: Primeiro, estava fundeada uma fragata no Tejo, frente ao Ministério, que salvou quando da continência. Segundo, esta terá sido a última cerimónia militar naquele local, que a partir do próximo ano entra em obras e é subtraído à Marinha, deixando de haver lugar para uma cerimónia militar. Ironicamente, para recriar a memória daquele espaço mata-se o presente para recriar o passado.

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

O senhor ministro

O último acto de uma peça que se estava a desenrolar, paulatinamente e às claras, teve ontem lugar quando o ministro da Defesa declarou "o meu interlocutor não são os três ramos das Forças Armadas, é o CEMGFA", a propósito da oposição dos três Chefes ao modêlo de gestão do futuro hospital. E agora? Sai o ministro? Saem os três chefes? Sai o CEMGFA? Acaba-se com o aborto do hospital? Ou nada disto?
A pinta de ditador do ministro é conhecida. Moldou a organização à sua imagem.

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

FOI ASSIM?

Em memória do tenente Oliveira e Carmo, soldado e patriota, por acaso anti-salazarista





Há histórias da história que nunca esquecem se as tivermos vivido como meninos. Foi o que me aconteceu no dia em que fiz dez anos de vida, então moldado pela propaganda salazarenta. Tinha acabado de passar da terceira para a quarta classe do ensino primário, num ano intenso da minha formação pessoal, entre a escola primária do Arco de Almedina em Coimbra e a frequência da Igreja de Santa Justa dos padres capuchinhos, numa cidade que vivia a crise universitária e onde o meu professor até era um estudante de direito que nos levava o "Paris Match" e nos falava da guerra da Argélia. 


Recordo esses tempos do meu tempo, depois de tomar notas dos incidentes que rodearam o doutoramento "honoris causa" de Cavaco pela universidade de Goa e os artigos com que a imprensa brindou Narana Coissoró. Daí que volte à secura das linhas com que contemplei o dia 18 de Dezembro de 1961 no meu "Tradição e Revolução":




Parlamento da União Indiana declara anexados os enclaves de Dadrá e Nagar-Aveli (11 de Agosto). Nota do Ministério dos Negócios Estrangeiros anuncia que o parlamento de Nova Delhi aprovou a integração dos territórios no território da União Indiana (16 de Agosto). Conferência de imprensa de Franco Nogueira sobre a matéria (6 de Dezembro). Tomás recebe em audiência Salazar (10 de Dezembro). Voltam a reunir-se em 14 de Dezembro. 


União Indiana invade Goa (8 horas de Lisboa, 0 horas, locais de 18 de Dezembro). Na defesa de Diu, morre em combate o tenente Oliveira e Carmo, que não era salazarista, comandante de uma lancha que, antes do infausto, em reunião com os subordinados, proclama: fazemos parte da defesa de Diu e da Pátria e vamos combater até ao último homem e até à última bala.





Nessa noite, cortejo de silêncio em Lisboa. Diz então o cardeal Cerejeira: Portugal não morre, mas a perda da Índia Portuguesa levar- lhe- ia parte da sua alma. Dirá, trinta e três anos depois, Narayane Kaissare: o então ministro da Defesa Krishna Menon ordenou a invasão militar como um acção eleitoralista, poucos dias antes das eleições em Maharashtra. 


O oposicionista Carlos Sá Cardoso, fundador do MUD, escreve carta para ser publicada no jornal República, onde reconhece: na mais amarga hora de toda a minha vida de português, peço-lhe que permita a um democrata, inteiramente oposicionista e sem responsabilidade nos actuais acontecimentos, que manifeste publicamente, pondo de parte neste momento a discussão das responsabilidades, toda a sua profunda tristeza e o seu veemente repúdio pelo criminoso ataque à nossa Índia com o único e traiçoeiro fim da anexação. A missiva acaba por não ser então publicada, devido às instâncias de Mário Soares e Ramos da Costa. 


Blog:"sobre o tempo que passa", Prof. José Adelino Maltês

domingo, 21 de novembro de 2010

... com os pés!!!


Já não falo na actuação política deste Governo. Nesta área é impressionante a "ilegalidade" moral e social praticada com a autorização para os grandes grupos financeiros pagarem dividendos extraordinários aos "pobres" dos accionistas antes do fim do ano de modo a escaparem a impostos de centenas de milhões de euros enquanto que, por outro lado, esmifram até ao tutano a maioria dos contribuintes de mais baixos rendimentos.
Falemos apenas no âmbito técnico e no passado recente.
A proposta de orçamento de estado para 2011 entra fora do prazo legal no Parlamento. Depois verifica-se que está incompleta e, seguidamente ainda, está errada (e não por pouco). Isto tudo debaixo da responsabilidade directa de um ministro (Teixeira dos Santos) que tinha auréola de competente. Outra cena de outro mundo é a entrada em vigor do pagamento das SCUTS no norte ... uma verdadeira confusão, com as pessoas perdidas no meio do caos que é o processo de pagamento que sofre críticas de todo o lado, até de Espanha. Quem está de certeza a ganhar é a firma que vende os dispositivos (dezenas de milhar atá agora). O dirigente de tal bagunça é o Secretário de Estado das Obras Públicas, Paulo Campos. A última destas misérias é o 20º Congresso das Comunicações onde este mesmo senhor, de manhã, bota faladura com um discurso que à tarde o senhor ministro António Mendonça, seu superior, repete quase na íntegra durante a cerimónia de encerramento.
E ainda estão lá todos ... isto é ou não é governar com os pés?

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

"Pró C... " não ofende ninguém … é só uma muleta oratória e uma virilidade verbal

Da primeira vez li de passagem. Mas ficou-me um bichinho o moer-me a cabeleira (que me falta).
Em casa fui consultar a edição online do Diário de Notícias - http://dn.sapo.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=1713684&seccao=Sul -

Vejam só! Transcrevo com a devida vénia:

"Foi no dia 4 de Agosto de 2009 que, no gabinete do sargento da GNR que liderava um subdestacamento, o cabo solicitou uma troca de serviço com outro militar. Perante a recusa do seu superior hierárquico, tal como vem descrito no acórdão do Tribunal da Relação, o militar disse: "Não dá para trocar, então pró c..." E de seguida: "Se participar de mim, depois logo falamos como homens.""

Os senhores juízes, um dos quais parece que é major general, escrevem: ( e volto a transcrever)

"Para uns a palavra 'c...' vem do latim caraculu que significava pequena estaca, enquanto que, para outros, este termo surge utilizado pelos portugueses nos tempos das grandes navegações para, nas artes de marinhagem, designar o topo do mastro principal das naus, ou seja, um pau grande. Certo é que, independentemente da etimologia da palavra, o povo começou a associar a palavra ao órgão sexual masculino, o pénis." … "é público e notório, pois tal resulta da experiência comum, que 'c...' é palavra usada por alguns (muitos) para expressar, definir, explicar ou enfatizar toda uma gama de sentimentos humanos e diversos estados de ânimo. Por exemplo 'prò c...' é usado para representar algo excessivo. Seja grande ou pequeno de mais. Serve para referenciar realidades numéricas indefinidas ('chove pra c...'; 'o Cristiano Ronaldo joga pra c...'; 'moras longe pra c...'; 'o ácaro é um animal pequeno pra c...'; 'esse filme é velho pra c...')" … "Para alguns, tal como no Norte de Portugal com a expressão popular de espanto, impaciência ou irritação 'carago', não há nada a que não se possa juntar um 'c...', funcionando este como verdadeira muleta oratória."

Para além destas linhas acrescenta-se ainda que o cabo e o sargento, apesar das diferenças hierárquica, mantinham uma relação de proximidade e com poucas formalidades.

Depois deste douta reflexão, linguística, etimológica e sociológica, os senhores juízes decidem que, um militar da GNR que "mandou um superior pró c… e que, se ele participasse, depois falariam como homens", numa situação de serviço, em que o superior exercendo a autoridade que lhe é delegada recusa uma solicitação de um subordinado, referente a um acto de serviço, não deve ser julgado pelo crime de insubordinação.

Os juízes tem vindo a queixar-se das leis que os políticos fazem. Depois de ler esta notícia, mas especialmente depois de ler, reler e "treler" a argumentação dos juízes para a sua tomada de decisão, pergunto-me: quem é que no país em que a justiça está entregue a estes juízes se vai atrever no futuro a tomar uma decisão ou dar uma ordem.

Finalmente, uma última reflexão que julgo ser a mais profunda - "vai o país e vamos todos pró c…!"

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

"Da tomada de Goa aos nossos dias"

(Para ampliar, "clicar" na imagem)

À atenção de todos os OC's. A última conferência deste ciclo é no próximo dia 23 e está a cargo do OCeano ARC. O saber e a experiência do conferencista garantem uma palestra de alto nível com a qualidade a que já nos habituou.

45 anos após Juramento de bandeira

Deixei passar, por atraso na leitura, a inserção do NCruz sobre o tema e por tal, em vez de colocar "comentário" aqui deixo a minha ideia, ou seja uma proposta já colocada a alguns mas sem grande sucesso....
A minha proposta é que a espada que nos foi entregue há 45 anos (ou outra que tenha sido adquirida por extravio da inicial..) seja devolvida á Escola Naval para que, depois de inscrevrem o nosso nome na lamina, seja entregue a um novo oficial (que poderia ser por nós indicado ou não). A entrega seria efectuada pelo próprio ou por seu familiar.
Já que não vislumbro qualquer utilização pela nossa parte da espada (a menos que seja partir o bolo de casamento dos netos..) esta atitude resolvia várias coisas:
- o destino, muitas vezes pouco digno, que espera a dita espada (muitas acabam na feira da ladra)
- seria uma maneira de "forçar" a Marinha a estabelecer alguma relação entre gerações de oficiais.
- e já agora, em tempo de crise seria uma economia para a Marinha

Claro que a tradição de pendurar a espada na parede tem muita força mas talvez esteja na altura do pragmatismo.

terça-feira, 16 de novembro de 2010

A "Sagres" escalou Goa

Chegada a Mormugão (12Nov2010), com o morro e o farol da Aguada ao longe

Na sua viagem de circum-navegação, a “Sagres” escalou Goa e, depois de uma estadia de 4 dias, largou hoje do porto de Mormugão em direcção ao Suez.
Tenho acompanhado a viagem com muito interesse e felicito os responsáveis pela excelência dos relatos que nos têm proporcionado ( http://www.marinha.pt/ e http://www.rtp.pt/ ).
No entanto, os jornais de Goa (http://www.oheraldo.in/ e http://www.navhindtimes.in/ ) noticiaram que houve alguns problemas com os Freedom Fighters, que protestaram contra a presença do navio “por estar a comemorar 500 anos da conquista de Goa”, o que fez com que as autoridades goesas não tivessem comparecido ao almoço que estava previsto a bordo.
O comandante do navio ainda procurou esclarecer que não se tratava de qualquer celebração, mas apenas de uma viagem de instrução de cadetes e de uma goodwill visit, mas aparentemente não teve sucesso, pois o Herald de 14 de Novembro noticiava que as principais autoridades goesas faltaram ao referido almoço.
Quem é que se terá lembrado de falar em 500 anos?
Será que se perdeu mais esta oportunidade para a reforçar os laços culturais entre Goa e Portugal?
Espero com muita curiosidade os próximos relatos da viagem da “Sagres”.


Os Freedom Fighters protestando contra a presença da "Sagres" em Goa (14 NOV 2010). Apesar de serem poucos e terem pouca credibilidade, continuam a perturbar as relações luso-goesas.

A China ajuda



No ano passado houve um movimento católico pelo Natal, que consistiu em pendurar das janelas um estandarte com a imagem do Menino Jesus, para lembrar que o Natal é a comemoração do nascimento de Cristo e não uma campanha comercial patrocinada pelo Pai Natal fardado pela Coca-Cola. Aconteceu que o dito estandarte vendido nas igrejas era bastante caro. Este ano está o problema resolvido, pois as lojas chinesas já estão a vender o estandarte a preços de chinês.

Ora digam lá que não são amigos...

domingo, 14 de novembro de 2010

A Segurança no Mar Português

A revista "Segurança e Defesa" publicou sob o título em epígrafe um excelente artigo do Alm. Reis Rodrigues onde argumenta e desmonta um artigo anteriormente publicado na mesma revista, da autoria do Coronel Armando Carlos Alves, da GNR, que preconizava uma divisão de tarefas entre a GNR e a Marinha, em que esta se encarregava da ZEE e do "oceano moreno" e CPLP, enquanto que a GNR se encarregaria do mar territorial (logo, navios).
Infelizmente o artigo não está disponível on line, e é muito extenso para ser reproduzido aqui, pelo que só resta obter a revista. Pena.

sábado, 13 de novembro de 2010

Arte e Cultura

Grandes bailarinos e acrobatas chineses.
Vale a pena ver, pela beleza das figuras e perfeição na execução dos movimentos.
É extraordinário o profissionalismo e técnica que exibem.

Baton Rouge

Luxo, luxo é isto ... 62,50 metros de super iate, a navegar desde Maio 2010. É o "Baton Rouge" e está atracado na Marina de Cascais. Se alguém estiver interessado em mais detalhes pode ir aqui.






Um País de Luxo

Considero absolutamente imperdível o artigo do Comendador Marques de Correia, publicado hoje na revista "Única" do semanário "Expresso", o qual reproduzo com a devida vénia.

E fez-me lembrar de uma história para crianças, com muito menos nível e categoria do que esta, publicada por mim neste blogue, há bué, bué de tempo, sobre uma Pátria, situada bué, bué de longe, num jardim à beira mar plantado.

Tenham um bom fim de semana.

Um grande abraço!

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

11 de Novembro


É hoje o Dia do Armistício, assinalado pelos antigos combatentes em toda a Europa. Em Inglaterra os islâmicos que lá moram fizeram uma manifestação contra as celebrações, devidamente guardados pela polícia. Pelo que dizem, os soldados deles estão no paraíso enquanto que os ingleses estão no inferno. Ou seja, os que vivem à conta do contribuinte vão para o céu, os que pagam os impostos vão para o inferno. Não está longe da nossa realidade.