terça-feira, 12 de junho de 2007

Os frutos ...

...da Formação Blogueira já começaram a aparecer. O Jorge Correia Jacinto, armado de um verdadeiro e fresco diploma de "blogonauta", apresenta-se no "Água aberta ... no OCeano". Que seja bem-vindo!!!

Almoço OC (12Jun07)

No meio de alguns OCeanos, o JBR, já recuperado!

O Pedro TS e o AVVD gabando-se das proezas da manhã, na "formação blogueira"

O Velho do Restelo apadrinhando dois jovens OCeanos

Esta é só para o fotógrafo aparecer.

(Para ampliar, "clicar" nas fotografias)

Formação blogueira

Hoje, pela manhã e no CNED, tivemos mais uma laboriosa, energética e desenferrujadora sessão de formação blogueira. Após uma série de complexos e castigadores trabalhos (que, aliás, podem ser vistos aqui) é com grande satisfação que anuncio que todos os candidatos a "blogonautas" obtiveram o diploma (diploma a sério, que não as "brincalhotices" da Independente) com distinção!!!

Eis parte deles em pleno e aturado estudo.

Nota: Gostaria de agradecer ao Cte Almeida de Moura a possibilidade que nos deu de usarmos as magníficas instalações do CNED e ao responsável pelo apoio técnico, Eng. Agostinho, que nos ajudou a ter um desenrolar de sessão sem percalços.

Almirante Charles Napier (3)

«A força numérica do arsenal era para mais de duas mil pessoas, incluindo os coxos, os cegos, e os preguiçosos, que formavam a parte principal do estabelecimento. Os principais oficiais têm postos de marinha e eram vistos empregar-se nas suas obrigações, trazendo chapéus armados, espadas e dragonas. Haviam construtores e ajudantes de construtor em abundância; alguns destes últimos sem instrução para o seu mister; porém neste arsenal não se considerava a habilidade uma qualificação necessária.
Tomando posse do meu lugar, fui cumprimentado por todos os oficiais navais e outros que tinham relação com a repartição. Entre os primeiros havia capitães, chefes e tenentes, vários dos quais jamais tinham feito viagem.Isto não era caso desusado; e na verdade D. João tinha numa ocasião transformado um bispo em capitão naval. Terminadas estas cerimónias, passei a inspeccionar as diferentes repartições, todas as quais eram boas em teoria, mas nada podia ser pior na prática. A marinha de Portugal tinha por muito tempo sido tratada com desleixo, e, à excepção do último marquês de Viana,nenhum major-general teve jamais suficiente influência para a melhorar. O ministro da marinha e ultramar é superior a major-general, e como normamente se nomeia para aquele ministério o ministro menos influente, esta repartição é sempre a última a que se atende; além disto não havia unidade entre os dois lugares. Lisonjeei-me em vão de poder remediar estes males, porém achei-me insignemente enganado.»

Bom dia OC!…

… e façam o favor de assinalar devidamente o 132º aniversário do Zé Povinho, que Rafael Bordalo Pinheiro deu à luz, na revista “A Lanterna Mágica”, no dia em 12 de Junho de 1875.
Os anos não lhe têm passado por cima. Está na mesma, embora a sua tão representativa figura seja menos vista nas páginas dos jornais depois de ter ficado órfã do seu criador.
Mas, tal como há 132 anos, o Zé continua a ser a eterna vítima dos políticos, apesar dos partidos já não serem os mesmos. Mudança de nome apenas, porque regenerador ou progressista já estavam démodés. Os tempos exigiam que o social se metesse pelo meio e o Zé, submisso, lá continua a levá-los ao poder, agora um, depois o outro, sempre com a esperança de ser ouvido. Qual quê, mal chegam à cátedra, o Zé é pura e simplesmente ignorado. Ainda tenta fazer uns manguitos e quando ouve falar em eleições tem, por vezes (poucas é certo), um assomo de coragem e lança o seu “se queres fiado, toma!”… Por aí fica, pois quando chega a campanha, o comício, os passeios dos políticos pelas feiras, os jantares dos partidos, o Zé fica embasbacado e, no dia de votar, completamente hipnotizado, esquecendo tudo o que lhe fizeram, lá põe de novo a cruz em quem o vai tramar nos tempos mais próximos…
Solidários com o Zé Povinho (com o genuíno Zé, já que dos outros estou farto) comemoremos pois o seu aniversário!

segunda-feira, 11 de junho de 2007

Alcochete?

De repente o Campo de Tiro de Alcochete passou a ser uma alternativa a considerar para o novo aeroporto. Mas então porque é que o Rio Frio e o Poceirão não podem ser, se são mesmo ali ao lado e até mais longe da zona húmida e de toda a passarada?
Ainda ninguém disse que o campo de tiro é a maior reserva de caça do país. Os ambientalistas sabem-no. Descobriram isto quando foi da polémica instalação ali de uma fábrica para inactivação de munições, e por isso se calaram. De facto a bicharada sabe que ali dentro está em segurança e por isso não sai de lá. Até ver!

Almirante Charles Napier (2)

«No dia 27, tendo formado o meu estado-maior,tomei posse do cargo de major general no arsenal da marinha que é o mais completo e o mais sólido estabelecimento que jamais vi. Foi edificado,bem como a maior parte de outros magnífico estabelecimentos, pelo Marquês de Pombal. Os armazéns são espaçosos, bem construidos e bem arranjados, com magníficos repartimentos para maçame e velame, e uma das mais belas salas de risco de todo o mundo, onde estudam os mancebos que se destinam à navegação. (...) Havia duas carreiras, uma ocupada por uma corveta, quase concluida, e a outra por uma nau de linha em considerável adiantamento, a quilha desta foi posta na carreira há mais de dez anos, e a parte inferior bem principia a dizer que apodrecerá, antes de concluida a superior. Há também uma magnífica doca meia cheia de lodo. E as portas, eram demasiadamente fracas para resistir à impressão da água, e havia alguns anos que a tinham deixado naquele estado.»

DEFESA NACIONAL (XX)

No directo seguimento da semana anterior, o Jornal Defesa e Relações Internacionais publica hoje mais um artigo do João Pires Neves, "As Forças Armadas e os “Recursos”. Os Recursos Financeiros, os Números e o seu Significado. (2ª Parte) (I-A)". Podem aceder ao texto integral seguindo esta ligação.

Publicidade gratuita

Por vicio ou lá pelo que seja muitos de nós compramos o “Expresso”.
Para aqueles que esta semana o não fizeram recomendo vivamente que o façam quanto mais não seja para lerem a prosa de Miguel Sousa Tavares e a de Clara Ferreira Alves.
Darão por muito bem empregues os 2.80€ !!

Bom dia OC!

O túnel do Rossio foi inaugurado no dia 11 de Junho de 1890.
A construção deste túnel, com cerca de dois quilómetros e meio de extensão, começou no dia 25 de Junho de 1887 e foi percorrido pela primeira vez por um comboio no dia 8 de Abril de 1889, mas teve de esperar mais de um ano pela conclusão das obras da estação do Rossio para ser oficialmente inaugurado.
Por ameaça de colapso, o túnel foi encerrado em 22 de Outubro de 2004. Quando as obras de reabilitação foram iniciadas em Julho de 2005, diziam que ficariam concluídas em Agosto de 2006 mas, de acordo com as últimas previsões conhecidas (se calhar muito optimistas), só lá mais para o fim deste ano é que voltará a haver comboios no Rossio.
Contudo, no que toca a túneis, não há nenhum que bata o do Terreiro do Paço. As obras já levam 10 anos (julgo que começaram em Janeiro ou Fevereiro de 1997) e ainda estou para saber quando é que acabam. Só por curiosidade, vale a pena recordar que o túnel do Canal da Mancha, com 51,5 km, começou a ser perfurado no dia 15 de Dezembro de 1987 e foi inaugurado em 6 de Maio de 1994.

domingo, 10 de junho de 2007

Almirante Charles Napier (1)

O almirante Charles Napier comandou a esquadra liberal durante a guerra civil entre liberais e miguelistas, conseguindo retumbante victória na batalha do Cabo de S. Vicente. Em consequência deste feito é nomeado Major-General do Arsenal da Marinha, o que lhe dá a oportunidade de conhecer bem o que era, ao tempo, a briosa. Em 1836 escreve um livro, A Guerra da Sucessão em Portugal pelo Almirante Napier, Conde do Cabo de S. Vicente, que não é só autobiográfico, fazendo abundantes comentários e não poupando ninguém de qualquer das partes.
Por achar que é interessante para nós o seu ponto de vista sobre a nossa marinha, irei transcrever nos próximos dias algumas passagens mais significativas, para comparar e meditar.

PARA LER

Memórias da guerra no mar ...de Henrique Corrêa da Silva , reportando o seu comando da IBO , durante a 1ª guerra mundial (em Cabo Verde e depois nos Açores) e na "Monarquia do Norte".

Filho do Vice Almirante Conde de Paço de Arcos (que deu o nome a um navio) , mostra-se um fanãtico republicano , e , segundo ele , muito contribuiu , com as bujardas que lançou sobre Viana , Moledo e o caminho de ferro , para a rendição dos "revoltosos".

Interessante . As dificuldades eram grandes , os navios pequenos e os marinheiros enormes.

Será curioso saber onde param as chapas metálicas que o Almirantado Inglês ofereceu á "IBO" e foram colocadas nas anteparas da ponte , em homenagem ao seu desempenho em Cabo Verde?

Alguém poe aqui uma foto?

COISAS BOAS

Já é repetida , a vizita , mas a primeira foi quase no inicio do Parque , e mais para vizitar um dos filhos do Pedro Serradas , que trabalhava lá , nessa altura.

Fica a cerca de 150Kms de Lisboa . em optima estrada (104 em AE) . Convem reservar mesa para o almoço , mal se chegue.
No género animais á solta , nomeadamente herbívoros , é do melhor. Recordei muito do leste de Angola .
Tem 4 tigres de Bengala que , quanto a mim , destoam e devem ser responsáveis por uma % enorme na despesa (embora só lhes dêm aves!!!).
É privado . BADOKA PARK
Convém não se esquecerem dos netos.
nota: o animal da foto , uma alpaca , não consta da lista...por enquanto

Melhoramentos a granel

Numa manhã (cinzentona e, neste momento, chuvosa) de 10 de Junho e com o JBR na "fossa" (mas, felizmente, em franca recuperação), alguns raios de Sol chegaram ao paredão na forma de amplos e necessários melhoramentos, desta vez na praia da Azarujinha.

As casas de banho estão abertas e a funcionar ...


... e as instalações de apoio vão ser recauchutadas!!! As promessas aí estão, falta-nos ver os "finalmente".

Bom dia OC!

 Não mais, Musa, não mais, que a Lira tenho
Destemperada e a voz enrouquecida,
E não do canto, mas de ver que venho
Cantar a gente surda e endurecida.
O favor com que mais se acende o engenho
Não no dá a pátria, não, que está metida
No gosto da cobiça e na rudeza
Duma austera, apagada e vil tristeza.
(Os Lusíadas, Canto X, CXLV)
  
Luís Vaz de Camões morreu há 427 anos
Tenham um Bom 10 de Junho!