Viva a República!
Sabemos em geral o que foi a 1ª República. o que foram os seus partidos e alguns dos seus políticos e como, numa dezena de anos, conseguiram abastardar os princípios e as esperanças que levaram o povo a apoiar o fim do regime monárquico. Apesar de muitas intenções generosas e positivas da República a maior parte delas morreu na praia e nem testas de ponte conseguiram fixar, principalmente por causa dos políticos e dos partidos. Lembremo-nos que foi contra eles e com um povo farto deles que a ditadura se conseguiu estabelecer.
Participação cívica e unidade pedem-nos Cavaco e Sócrates!
Participação cívica para quê? Com que objectivos? Para sermos ouvidos por quem?
Unidade em torno de quê? Unidade para quê? Com que objectivos? Unidade com quem?
Mas o que nos resta para acreditar, em que acreditar e em quem acreditar?
Temos políticos “profissionais” (não sei porque razão os políticos devam ser profissionais!) que nada mais sabem para além da política que, tal como eles a entendem, se resume a falar para os media, a argumentar demagógica e falaciosamente, a correrem o país fazendo promessas que sabem à partida que não vão cumprir, a acusarem-se mutuamente, a desmentirem num dia o que disseram no dia anterior, a aparecerem constantemente envolvidos em episódios no mínimo obscuros, a influenciarem a justiça, a legislarem em benefício próprio, etc., etc.
Temos partidos que em vez dos interesses do estado e do povo se preocupam exclusivamente dos seus próprios interesses, que vivem do saque do estado, que em vez de se subsidiarem junto dos cidadãos que acreditam neles e os apoiam, o fazem sugando o orçamento de estado, que se tornaram agências de emprego, paradigmas de tudo o que é pouco claro, obscuro e sujo.
Apesar de tudo isto … viva a República!











