quarta-feira, 4 de julho de 2007

De gatas, até quando?

A Comissão Europeia anunciou no passado dia 28 de Junho a inclusão da TAAG na lista negra das companhias proibidas voar no espaço aéreo europeu. Se alguma dúvida existia sobre tal decisão, certamente dissipou-se depois do quase simultâneo acidente do avião da TAAG em M’banza Congo.
O Sr. Santos, do alto do seu poder ditatorial, rapidamente mandou emitir ameaças de retaliação, admitindo a suspensão de voos de companhias europeias para Angola, caso a TAAG fosse impedida de voar para a Europa.
Hoje, a Comissão Europeia considerou (e bem), que medidas de retaliação por parte de Angola, só irão atrasar a saída da TAAG da lista de empresas proibidas de operar em espaço aéreo europeu.
O Sr. Amado, venerador Ministro dos Negócios Estrangeiros do Governo “socrateano”, apressou-se a dizer que Portugal tudo faria para convencer a Comissão Europeia a não aplicar sanções à TAAG…
Continuamos de gatas! Até quando???

PS – Ouvi novamente o Sr. Amado e afinal só disse que eram problemas técnicos que estava a acompanhar e que subscrevia o que o Sr. Lino tinha dito. Este, por sua vez, garantiu «a total disponibilidade pessoal, do Governo, da TAP, do Instituto de Aviação Civil e das instituições relevantes» (se calhar também da vizinha, da porteira, do Bobi, do Tareco, etc.) para colaborar com a TAAG de modo a ultrapassar as dificuldades técnicas que levaram a Comissão Europeia a inclui-la na lista negra.

3 comentários:

O Manel disse...

mas é evidente!!!!!!

Já o caso da carta de condução do jogador Pedro Mantorras foi um exemplo.

Mas o principal é o que se passa em Angola e Cabinda . Perdõem a frase bombastica , mas lá há gente , o que não há é cidadão!!!

E , como há dinheiro e um crescimento anual de 30% , e todo o mundo lá quer meter o pé , o amendoim é para se comer com casca.

O J.N.Barbosa disse...

Tem graça que estive para fazer aqui um comentário com o mesmo título.

O FdaPonte disse...

De gatas estamos sempre.
Porque culturalmnete tal nos foi inculcado desde sempre, na nossa geração.
Ao invés de Espanha, onde comprar "Made in Spain" é culturalmente obrigatório, cá é como é... com as implicações económicas que tal acarreta.
Se como consumidores somos assim, então o " por-se de gatas" é normal!
Falando espanhol o que nos falta são "cojones"...e não o sermos raça pestilenta!