quinta-feira, 12 de março de 2009

Velharias


Quantos dos leitores estiveram aqui?

Aproveito para mostrar o físico de há 40 anos...

quarta-feira, 11 de março de 2009

Novamente a GALP

Não desisto e pelos vistos não estou só:
11 Março 2009 - 09h00 CORREIO DA MANHÃ
Cozido à portuguesa
A Galp chupa-chupa
Na passada quarta-feira, 4 de Março, a orgulhosa Galp anunciou os seus resultados de 2008. Ninguém se incomodou com o facto de a companhia petrolífera ter declarado um lucro de 478 milhões de euros, dos quais 105 milhões vieram direitinhos da lentidão de ajustamento à descida dos preços do petróleo internacional.
Ou seja, a Galp passou vários meses a demorar intencionalmente a descida dos preços da gasolina e do gasóleo ao público, ganhando com isso a módica quantia de... respire bem fundo, 105 milhões!
A administração e os accionistas da Galp sentiram certamente grande alegria pelo facto de a empresa ter tido um ano histórico de aumento de lucros. Em momento algum lhes passou pela cabeça que estavam a cometer um grave erro, faltando ao respeito aos seus conterrâneos! Claro que não: para eles era apenas uma forma esperta de ganhar mais dinheiro à custa do mexilhão. De cada vez que iam às bombas atestar, os portugueses pagavam sempre mais do que deviam. O preço do petróleo a descer a pique e nas bombas aquela teimosa resistência à descida, aquela sacanice tão típica de grande empresa que se está nas tintas para nós.
É por estas e por outras que eu, não sendo de esquerda, percebo perfeitamente a raiva que a esquerda destila contra as grandes empresas. O exemplo que a Galp deu ao País foi o de uma empresa insensível e predadora, que só se interessa em "maximizar o lucro", ou seja, encher os bolsos dos accionistas, e nem por um instante se incomoda com o facto de poder estar a cometer ilegalidades. E a responsabilidade social, para a Galp, não existe? Nas escolas de gestão mais avançadas, onde certamente estudaram muitos dos administradores da Galp e das empresas suas accionistas, ensina-se uma coisa chamada responsabilidade social, que no fundo é preocuparmo-nos com o mundo à nossa volta e não olhar para os consumidores apenas como malta a quem vamos chupar o dinheirinho o mais possível. Infelizmente, foi isso que fez a Galp. Chupou, chupou, chupou até mais não poder.
Infelizmente também, em Portugal não há no PSD ninguém capaz de tornar estas situações numa arma de arremesso política contra o Governo. Sobre o assunto, o PSD disse nada. Não vou aqui especular porquê, mas apenas dizer que o silêncio do PSD foi a medida da sua confrangedora incapacidade. Quem perde uma oportunidade política de ouro como esta para enfurecer a população contra o Governo e com isso se afirmar como alternativa não merece ganhar eleições.
Domingos Amaral, Director da ‘GQ’

Almoço OC - 10MAR09

A pedido do autor, o OCeano Trigo Allen, aqui ficam mais umas fotos do nosso almoço último.
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Pessimismo ou lucidez?



Pode ser que Medina Carreira suscite uma gargalhada à Voltaire (Cândido) ou um calafrio à Edgar Allan Poe (A Queda da Casa de Usher). Uma coisa é certa: não nos deixa indiferentes. Nada se perde em prestar atenção ao que ele diz: é muito do que alguns pensam, mas não querem, não podem ou não se atrevem a dizer. No fundo, é muito ténue a fronteira entre o pessimismo e a lucidez. 
A quem não o viu e ouviu, recomendo uma visita ao blogue "Sorumbático".


terça-feira, 10 de março de 2009

Sugestão


Tipo de bola ( pode ser esverdeada) a ser utilizada por um determinado clube (clube com é) nos confrontos internacionais de futebol. Safa ... 7 a 1!!!

Almoço OC (10Mar09)

No último almoço não houve fotógrafos ... no de hoje tivemos, pelo menos, dois. Vamos ver se aparecem mais resultados.

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segunda-feira, 9 de março de 2009

COISAS BOAS


Fabuloso. Como se consegue uma ideia destas?

domingo, 8 de março de 2009

Submarinos

Enquanto eminentes estrategas portugueses continuam a pôr em questão a construção de submarinos, em Espanha é anunciado o início da construção do terceiro, de uma série de quatro, submarino da classe S-80. Recordo que foi em 2003 que, com carácter prioritário, o governo os mandou adquirir, para manter a liberdade de acção e mobilidade da Força Naval, devendo ser de propulsão independente da atmosfera (AIP) e com capacidade de lançamento de mísseis contra terra. As missões são: Projecção de poder naval, operações especiais, protecção de uma força desembarcada, vigilância, protecção de força naval e dissuasão.
Obviamente que não pediram a opinião do Cadilhe...

A crise

Li hoje, na edição "on-line" do Correio da Manhã, que a crise está a afectar seriamente o sector imobiliário. Parece que sim, que as coisas estão complicadas para alguns que não vendem nada. Mas vejamos um caso concreto apresentado naquele jornal. Numa urbanização de luxo na zona de Portimão, e porque o investidor não as consegue negociar, estão à venda por 350 000 € dezenas de habitações avaliadas em mais de 600 000 €. E, continua o periódico, o promotor "precisa de vender para facturar e está disposto a perder algum do lucro que iria ter com a venda das casas". Esta situação é "explicada" ao CM pelo senhor Pascoal Santos, um perito na área, director da Remax Sun na praia da Rocha, o qual não tem dúvidas de que "esta é a melhor altura para investir para quem tem dinheiro disponível".
No meio disto tudo fico um pouco baralhado ... então o "promotor", coitado, está a vender casas de 600 000 por 350 000 e ainda tem lucros? Que crise é esta? De ganância não é, certamente!!!

sábado, 7 de março de 2009

PERDI, Pá

Perdi , ou seja , perdeu a lista em quem votei , portanto, e desculpem o abuso , perdi.
A razão porque se perde , num Club como o nosso , nunca deve interessar. Perde-se porque se teve menos votos , e pronto. Não houve mobilização , jogou-se em certezas incertas , falhou quem disse que vinha e não veio , confiou-se no real que afinal passou a não ser....
Não interessa.Uma lista teve 170 votos e o meu voto só acrescentou os 129.Um resultado honroso, e convenhamos ,digno do nosso velho Club
Pois muito bem.Verificando que os boatos, ou brisas de conversa mole, que circularam contra a lista que mereceu o meu voto, se tiveram porventura o condão de gerar fruto não mereceram certamente o elogio da inteligência e resvalaram na carapaça da indiferença , também gostei de não ter sido nem receptor , e muito menos transmissor, ou de saber quem fosse ,de uma palavra qualquer contra listas , seus membros ou mentores de outras candidaturas.
Amanhã lá estarei , no meu Club , contente como sempre , e atento.Isso confesso , mais atento que o costume .
Parabens pois a quem ganhou e certamente mereceu.
Mas também muitos parabens a quem perdeu , porque lutou sem magoar ninguém , inovou sem prejudicar e, sobretudo, lançou um novo desafio , elevou bem a fasquia ,para que a nossa vida no Club seja mais acompanhada , mais compensadora , mais naval ,isto é , com mais sal , mais mar, mais companhia , mais botão de âncora , mais tradição.
Le Roi est mort.Vive le Roi

sexta-feira, 6 de março de 2009

Negócios

Este senhor (Faria de Oliveira), patrão da CGD, ao "explicar" no Parlamento o arranjinho que fez com o empresário Manuel Fino sobre as acções da Cimpor que foram adquiridas pela Caixa a preços astronómicos (mais de 62 milhões de euros acima do preço cotado na bolsa) disse que quando, no início da polémica, classificou a operação de "um bom negócio" tinha sido infeliz ... afinal tudo não foi mais do que "um mal menor".
Assim vão os gestores deste "jardim à beira-mar plantado", pagos a peso de ouro por todos nós!

quinta-feira, 5 de março de 2009

Resultados de 2008

Cá volto ao meu "assunto de estimação"....
Como devem ter escutado e lido os resultados de 2008 das empresas Galp e EDP forma substancialmente superiore aos do anos anterior. Magnífico,ouvi eu, as empresas estavam em contra-ciclo em relação á economia portuguesa!Estupendo dizem os respectivos presidentes dos CA!
Mas depois de tanta alegria verifico que estes lucros são feitos à custa das vendas às empresas e cidadãos do nosso País a quem se tem pedido toda a sorte de sacrifícios. Ou seja em tempo de crise a Galp e a EDP estão dispensadas e podem "engordar" à custa daqueles que pagam a crise. Então não é verdade que a energia é o factor de produção bastante significativo nas nossa empresas e no orçamento familiar (transportes colectivos e individuais). E verifico que o Governo e partidos (à excepção do PCP) acham bem pois o ministro das Finanças, tão lesto a chamar a atenção de que o cidadão não pode ficar a dever um euro ao fisco, está calado (pode ser que seja do cançaso de ter ido à Cimeira em lugar do 1º Ministro) que nem um ratito. Se tiveram lucros desta dimensão quer dizer que poderiam ter colocado a energia mais barato ao consumidor e assim minorar um pouco a crise.
Isto de ser mal enganado não é nada adequado para a minha idade. E para a vossa?

Revista de Marinha


A velha Revista de Marinha é, a partir da início do corrente ano, propriedade do nosso camarada Henrique Alexandre da Fonseca. Os dois números saídos sob sua responsabilidade revelam uma nova dinâmica e oferecem uma leitura muito interessante. À venda nas bancas.

quarta-feira, 4 de março de 2009

Guiné-Bissau

De uma comissão ficou-me o amor pelo País.
Transcrevo uma análise hoje produzida que resume tudo o que lá aconteceu e onde poderemos inferir o que poderá acontecer.
Nino Vieira foi o melhor guerrilheiro do PAIGC, o que não invalida nem desculpa tudo o resto que foi.
Mas a vida ainda é assim no pais das matas impenetráveis, das bolanhas pegajosas e dos rios e tarrafo sem fim.
Os tratos da Guiné
Logo em Novembro de 1980, quando Nino Vieira derrubou Luís Cabral, a Guiné-Bissau perdeu qualquer hipótese de estabilidade. Consumada a ruptura entre os dirigentes de origem cabo-verdiana e os líderes guineenses o novo estado ficou ainda mais dependente dos interesses dos vizinhos Senegal e Guiné-Conacry.
Os conflitos étnicos que extravasam as fronteiras coloniais, recrudesceram e, sem quadros nem projectos, a Guiné-Bissau afundou-se ainda mais na miséria e nas rivalidades de uns quantos homens de armas na mão.
Nos últimos anos um Estado sem lei tornou-se presa fácil dos traficantes latino-americanos que transformaram a Guiné-Bissau numa placa giratória do tráfico de cocaína para a Europa.
A entrada em força do dinheiro do narcotráfico num dos países mais pobres do mundo subverteu o que ainda restava das estruturas administrativas e corrompeu sem remédio as forças armadas e a polícia. As desavenças pelo controlo das escassas receitas que o caju, o marisco ou arroz proporcionavam, os confrontos pelo lucros de contrabandos e tratos diversos, passaram a assumir um cunho ainda mais virulento.
As tradicionais rivalidades entre as etnias da Guiné tiveram nos últimos meses o seu paroxismo no confronto armado entre os homens fiéis a Nino Vieira e outros que juravam pelo chefe do estado-maior Tagme Na Waie.
Não por acaso eram balantas quem apoiava o homem-forte do exército, enquanto as gentes da minoritária etnia papel se mantinham ao lado de Nino.
Em Novembro Na Waie tentou matar Nino e falhou. Em Janeiro foi a vez de Nino falhar um ataque a Na Waie. No domingo alguém próximo do presidente matou à bomba Na Waie e em retaliação tropas balantas acabaram com Nino à bala e à catanada.
O mata-mata entrara, aliás, nos lances finais logo em Dezembro, quando Nino perdeu o seu protector de sempre, o presidente eterno de Conacry, Lansana Conté.
A partir de agora a Guiné-Bissau poderá ou não cair outra vez numa guerra civil em larga escala como aconteceu em 1998. Com o Senegal e o conflito de Casamansa em fundo e tráfico de armas pelo meio, o brigadeiro Assumane Mané tentou, então, aniquilar Nino e o presidente partiu para o exílio.
Mané acabou morto dois anos depois noutro confronto com o presidente Kumba Yalá, mas um dos homens que esteve a seu lado contra Nino, Na Waie precisamente, continuou à frente das tropas, maioritariamente balantas.
Era fatal que, cedo ou tarde, Nino matasse Na Waie, tal como abatera em 1986 outro general balanta, Paulo Correia. Nestes enredos ninguém esquece quem mata e dá a matar.
Ou, então, era de esperar que Na Waie matasse Nino.
Acabaram por morrer os dois.
Agora, é possível que tudo continue a apodrecer e meia dúzia de homens fortes repartam o poder por uns tempos. É crível que a miséria de milhão e meio de guineenses seja insanável num futuro próximo.
Tudo é possível no meio da desordem, mas certo e seguro é que num estado falhado como a Guiné-Bissau só uma forte presença militar e policial estrangeira que comece por conter o tráfico de droga possa vir a dar alguma credibilidade a qualquer esforço de estabilização.
Mas é melhor não contar muito com isso.
Os tratos da Guiné sempre foram uma coisa brutal.

terça-feira, 3 de março de 2009

O "Meu" Club

Dia 6 , ou até lá , vou ao meu, ao nosso , Club votar , para renovar os Corpos sociais para o biénio que se segue. Lembro-me que faz já algum tempo redigi e subscrevi , com outros camaradas , uma proposta para que os mandatos da Direcção passassem de 1 para 2 anos. Não ganhei logo nesse ano , mas o futuro veio dar-me razão.
Desta vez , e felizmente , apresentam-se 2 listas e , por isso , não haverá desculpa para a abstenção.
Eu quero viver o meu Club , quero lá ir almoçar , jantar , lanchar ou beber um copo e encontrar a minha gente , gente de Marinha , que conheci ou ouvi falar ou quero conhecer de novo. Quero conversar com os Oficiais mais novos e saber como vai e como é a nova Armada , os novos navios , os helicópteros , conhecer Oficiais femininas, que não tive o prazer de ver no meu tempo, encontrar-me com os meus antigos Professores e Comandantes ou com outros mais antigos que me recordem a vida. Quero lembrar a minha juventude e amaciar a minha velhice.
Mas eu quero ter o meu Club , e não uma messe. Messes há várias , das Forças Armadas , Club há o nosso , o militar e naval , com sócios , que pagam as suas quotas (embora pouco) e querem ali jogar a sua cartada , ver o seu futebol , ler o seu jornal ou consultar , ouvindo musica leve , a sua biblioteca. Fumar o meu charuto ou cachimbada e falando alto com o Amigo ao lado , sabendo que quem mais ouve é também nosso , é sócio , é Oficial de Marinha.
Sou sócio , há longos anos , para confraternizar. Pouco me importa , com franqueza , se tenho descontos na Ford ou na Loja das Meias, porque para isso existem as associações de que também faço parte ,mas só no Club , no meu Club , posso encontrar a minha saudade , a minha recordação , a minha vida.E também não fico obcecado se o restaurante ou o Bar estão cheios ou não, porque disso sobreviveremos. Calma, há outras formas , outras maneiras ,outros discursos.
E , por isso , lá estarei a votar.
E vou votar na lista de frequentadores do Club , de gente que sei que lá encontrarei vários dias na semana , e que conheçam o dia a dia , a jorna , o hábito.
E vou votar na lista onde encontre , também , Camaradas mais disponíveis , na Reserva ou Reforma e , a maioria , do activo , mas um de cada classe , o que me garante o sucesso de um esforço de angariação de mais sócios.
Eu vou votar na lista que apresenta na Mesa da Assembleia Geral nomes de grande prestígio , na Armada e na Sociedade civil, e que garantem , com a sua experiencia, que a serenidade reinará e com os seus conhecimentos pessoais trarão ás nossas salas relevantes figuras da nossa Cultura , Política e Forças Armadas , de forma a que possamos sentir , como no Club de antigamente, que poderemos acompanhar o progresso.
Eu vou votar na lista que se apresenta com um Presidente para a Direcção com uma capacidade intelectual acima da média , uma tolerância conhecida e uma vida , baseada em valores aprendidos e apreendidos, de grande diversidade , de muitos teatros , de outros Países e regiões e que terá para o ajudar Homens de vontade , expressa no mar , na guerra , na ciencia , e que alguns eu conheço bem , sou Amigo e me merecem o respeito e a confiança e a certeza.
Eu vou votar , assim , no meu Club e na lista B, esperando uma folgada vitória.
Mas se isso não acontecer , paciência. Continuarei a frequentar como até agora , e quase diáriamente as nossas salas e a tentar, com sujestões positivas que melhore o melhorável ou que acabe o acabável, já sabendo que , quer ganhe uma quer outra lista o "nosso" Tenente Gurriana continuará , com a sua mestria , a dirigir o pessoal e o abastecimento e o comestivel , que tanto nos apraz.
Mas se isso acontecer , a candidatura da lista B já concedeu vultosos méritos , o que está visivel na apresentação das candidaturas e dos programas , no aparecimento de 2 listas , no interesse na angariação de novos associados , na recomendação para que se procure uma forma de os Oficiais que passam à situação de Reforma não deixem , pelo menos tão facilmente , o nosso convívio.
E , se isso acontecer , i.e. perder , lá estará , atenta para, civilizadamente , fazer uma super construtiva oposição , ou antes , acompanhamento , para melhora de todos nós.
YES , Eu voto B