sexta-feira, 1 de agosto de 2008

Outa vez o "Magalhães"

O cientista Nicholas Negroponte criou um computador resistente a tudo, água, pó, choque e recarregável por manípulo, com ligação à Web através de antena. Melhor, a bateria é recarregável pela mesma antena e pelo próprio ecrã. Esse computador é fornecido a todas as crianças de países em vias de desenvolvimento, tendo um custo de 50 dólares. A associação por ele criada visa levar o mundo e com o mundo a educação, a tudo e a todos. A Intel tem feito tudo para contornar este projecto, criando o compuatdor hoje apresentado pelo 1º ministro. Como é que não vejo uma única pergunta por parte da imprensa, sobre o porquê deste gigante da informática e não o pc desenvolvido por Negroponte? Porque é que ninguém questiona estes negócios? É esta sensação de conformismo dos media que me dá a impressão de que estamos todos a viver num limbo em que o governo e as suas centrais de comunicação nos meteram. A questão é meramente económia e política, pois então. Se existe no mercado um equipamento que provou em África, no Brasil, na Ásia, que funciona, porque é que ninguém questiona? Acho estranho que nem um jornalista tenha preparado uma pergunta para fazer ao 1º ministro sobre esta decisão.

(Jaime Dias) in Blog "Abrupto"

2 comentários:

O Nunes da Cruz disse...

Sempre atento às coisas importantes, o nosso jurista.
Seremos nós que estamos velhos e ultrapassados, serão as regras e valores em vigor diferentes das que nos formaram, será o mundo que está doido ou quem o governa?
Haverá forma de não sujeição a doideiras descaradas que não seja o voto democrático formal de n em n anos?
Alguém quer sugerir?

O J. Teixeira de Aguilar disse...

Além do voto democrático que nos resta (e não será pouco), poderemos sempre continuar a não curvar a cerviz e ir denunciando estas e outras manobras provincianas. A frase batida é "se não podes vencê-los, junta-te a eles", mas prefiro a alternativa "se não podes vencê-los, incomoda-os".
Estaremos velhos e ultrapassados, talvez, mas que ao menos não nos acusem de nos deixarmos imbecilizar engolindo toda a treta que nos querem impingir.