segunda-feira, 9 de março de 2009
domingo, 8 de março de 2009
Submarinos
Enquanto eminentes estrategas portugueses continuam a pôr em questão a construção de submarinos, em Espanha é anunciado o início da construção do terceiro, de uma série de quatro, submarino da classe S-80. Recordo que foi em 2003 que, com carácter prioritário, o governo os mandou adquirir, para manter a liberdade de acção e mobilidade da Força Naval, devendo ser de propulsão independente da atmosfera (AIP) e com capacidade de lançamento de mísseis contra terra. As missões são: Projecção de poder naval, operações especiais, protecção de uma força desembarcada, vigilância, protecção de força naval e dissuasão.
Onda do
J.N.Barbosa
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19:49 –
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A crise
Li hoje, na edição "on-line" do Correio da Manhã, que a crise está a afectar seriamente o sector imobiliário. Parece que sim, que as coisas estão complicadas para alguns que não vendem nada. Mas vejamos um caso concreto apresentado naquele jornal. Numa urbanização de luxo na zona de Portimão, e porque o investidor não as consegue negociar, estão à venda por 350 000 € dezenas de habitações avaliadas em mais de 600 000 €. E, continua o periódico, o promotor "precisa de vender para facturar e está disposto a perder algum do lucro que iria ter com a venda das casas". Esta situação é "explicada" ao CM pelo senhor Pascoal Santos, um perito na área, director da Remax Sun na praia da Rocha, o qual não tem dúvidas de que "esta é a melhor altura para investir para quem tem dinheiro disponível".
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LSN
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08:18 –
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sábado, 7 de março de 2009
PERDI, Pá
Parabens pois a quem ganhou e certamente mereceu.
Mas também muitos parabens a quem perdeu , porque lutou sem magoar ninguém , inovou sem prejudicar e, sobretudo, lançou um novo desafio , elevou bem a fasquia ,para que a nossa vida no Club seja mais acompanhada , mais compensadora , mais naval ,isto é , com mais sal , mais mar, mais companhia , mais botão de âncora , mais tradição.
Onda do
Manel
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00:15 –
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sexta-feira, 6 de março de 2009
Negócios
Este senhor (Faria de Oliveira), patrão da CGD, ao "explicar" no Parlamento o arranjinho que fez com o empresário Manuel Fino sobre as acções da Cimpor que foram adquiridas pela Caixa a preços astronómicos (mais de 62 milhões de euros acima do preço cotado na bolsa) disse que quando, no início da polémica, classificou a operação de "um bom negócio" tinha sido infeliz ... afinal tudo não foi mais do que "um mal menor".
Onda do
LSN
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09:59 –
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quinta-feira, 5 de março de 2009
Resultados de 2008
Como devem ter escutado e lido os resultados de 2008 das empresas Galp e EDP forma substancialmente superiore aos do anos anterior. Magnífico,ouvi eu, as empresas estavam em contra-ciclo em relação á economia portuguesa!Estupendo dizem os respectivos presidentes dos CA!
Mas depois de tanta alegria verifico que estes lucros são feitos à custa das vendas às empresas e cidadãos do nosso País a quem se tem pedido toda a sorte de sacrifícios. Ou seja em tempo de crise a Galp e a EDP estão dispensadas e podem "engordar" à custa daqueles que pagam a crise. Então não é verdade que a energia é o factor de produção bastante significativo nas nossa empresas e no orçamento familiar (transportes colectivos e individuais). E verifico que o Governo e partidos (à excepção do PCP) acham bem pois o ministro das Finanças, tão lesto a chamar a atenção de que o cidadão não pode ficar a dever um euro ao fisco, está calado (pode ser que seja do cançaso de ter ido à Cimeira em lugar do 1º Ministro) que nem um ratito. Se tiveram lucros desta dimensão quer dizer que poderiam ter colocado a energia mais barato ao consumidor e assim minorar um pouco a crise.
Isto de ser mal enganado não é nada adequado para a minha idade. E para a vossa?
Onda do
Orlando Temes de Oliveira
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21:34 –
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Revista de Marinha
Onda do
J.N.Barbosa
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15:24 –
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quarta-feira, 4 de março de 2009
Guiné-Bissau
Logo em Novembro de 1980, quando Nino Vieira derrubou Luís Cabral, a Guiné-Bissau perdeu qualquer hipótese de estabilidade. Consumada a ruptura entre os dirigentes de origem cabo-verdiana e os líderes guineenses o novo estado ficou ainda mais dependente dos interesses dos vizinhos Senegal e Guiné-Conacry.
Os conflitos étnicos que extravasam as fronteiras coloniais, recrudesceram e, sem quadros nem projectos, a Guiné-Bissau afundou-se ainda mais na miséria e nas rivalidades de uns quantos homens de armas na mão.
Nos últimos anos um Estado sem lei tornou-se presa fácil dos traficantes latino-americanos que transformaram a Guiné-Bissau numa placa giratória do tráfico de cocaína para a Europa.
A entrada em força do dinheiro do narcotráfico num dos países mais pobres do mundo subverteu o que ainda restava das estruturas administrativas e corrompeu sem remédio as forças armadas e a polícia. As desavenças pelo controlo das escassas receitas que o caju, o marisco ou arroz proporcionavam, os confrontos pelo lucros de contrabandos e tratos diversos, passaram a assumir um cunho ainda mais virulento.
As tradicionais rivalidades entre as etnias da Guiné tiveram nos últimos meses o seu paroxismo no confronto armado entre os homens fiéis a Nino Vieira e outros que juravam pelo chefe do estado-maior Tagme Na Waie.
Não por acaso eram balantas quem apoiava o homem-forte do exército, enquanto as gentes da minoritária etnia papel se mantinham ao lado de Nino.
Em Novembro Na Waie tentou matar Nino e falhou. Em Janeiro foi a vez de Nino falhar um ataque a Na Waie. No domingo alguém próximo do presidente matou à bomba Na Waie e em retaliação tropas balantas acabaram com Nino à bala e à catanada.
O mata-mata entrara, aliás, nos lances finais logo em Dezembro, quando Nino perdeu o seu protector de sempre, o presidente eterno de Conacry, Lansana Conté.
A partir de agora a Guiné-Bissau poderá ou não cair outra vez numa guerra civil em larga escala como aconteceu em 1998. Com o Senegal e o conflito de Casamansa em fundo e tráfico de armas pelo meio, o brigadeiro Assumane Mané tentou, então, aniquilar Nino e o presidente partiu para o exílio.
Mané acabou morto dois anos depois noutro confronto com o presidente Kumba Yalá, mas um dos homens que esteve a seu lado contra Nino, Na Waie precisamente, continuou à frente das tropas, maioritariamente balantas.
Era fatal que, cedo ou tarde, Nino matasse Na Waie, tal como abatera em 1986 outro general balanta, Paulo Correia. Nestes enredos ninguém esquece quem mata e dá a matar.
Ou, então, era de esperar que Na Waie matasse Nino.
Tudo é possível no meio da desordem, mas certo e seguro é que num estado falhado como a Guiné-Bissau só uma forte presença militar e policial estrangeira que comece por conter o tráfico de droga possa vir a dar alguma credibilidade a qualquer esforço de estabilização.
Os tratos da Guiné sempre foram uma coisa brutal.
Onda do
FdaPonte
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23:39 –
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terça-feira, 3 de março de 2009
O "Meu" Club
Dia 6 , ou até lá , vou ao meu, ao nosso , Club votar , para renovar os Corpos sociais para o biénio que se segue. Lembro-me que faz já algum tempo redigi e subscrevi , com outros camaradas , uma proposta para que os mandatos da Direcção passassem de 1 para 2 anos. Não ganhei logo nesse ano , mas o futuro veio dar-me razão.
Onda do
Manel
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23:25 –
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Etiquetas: club
A Alta Entidade
Nos últimos anos introduziu-se no léxico militar, via Exército, o termo Alta Entidade (AE). Não confundir com auto-estrada. Em todos os programas de festa, cerimónia e pincel aparece a hora de chegada da AE, a guarda de honra à AE, os cumprimentos à AE, etc. Alta Entidade foi a forma que alguma cabecinha priveligiada encontrou para designar, em abstrato, a personagem que preside ao evento, omitindo-se dos programas a identificação da mesma. Isto pode ser prático, mas é ridículo porque se presta sempre a umas graçolas soezes na assistência, pois, em geral , a entidade não é alta, nem em estatura nem em prestígio. Mesmo que o fosse, o estilo pomposo e anacrónico só o menorizaria. Mas enfim, é o mundo conjunto em que agora vivemos. Esperemos que uma verdadeira alta entidade dê um murro na mesa e mande acabar com o despautério.
Onda do
J.N.Barbosa
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16:37 –
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segunda-feira, 2 de março de 2009
Nino Vieira
Nino Vieira morreu hoje. Segundo as notícias foi assassinado por militares. Conheci-o pessoalmente durante uma deslocação em serviço à RGB em Junho de 1995. Deixou-me boa impressão apesar do aparato da segurança pessoal dele que nomeadamente dizia-me onde e quando me devia sentar na sala onde nos encontrávamos. No jantar que nos foi oferecido fiquei sentado junto da sua mulher que parece também ter sido assassinada hoje. Madame Nino Vieira só bebia champanhe francês, enquanto os restantes convidados bebiam um tinto muito rasca.
Onda do
Bastos Moreira
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15:38 –
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quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009
Torreão deslizante
Não vá ele introduzir-se no túnel do Metro...
Para quem não viu, e com a devida vénia ao Expresso, aqui vão os planos da obra.
Onda do
José Cruz
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14:52 –
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Bananas
Por João Paulo Guerra no Diário Económico de 26/02/2006
Ora aqui temos um conjunto de itens para uma cabal, actual e completa definição de República de Bananas.
República de Bananas será aquela em que o espírito da denúncia e do denunciante se insinuam, sentem força para agir, agem e encontram eco nos poderes constituídos, fazendo dos bufos e equiparados uma casta com poderes e privilégios.
República de Bananas será depois aquela em que qualquer cabo de esquadra tem autoridade para se graduar a si próprio em intérprete e executante da lei, inspector da polícia do pensamento e zelador dos costumes. E pode proceder como tal, apreendendo aquilo que na tacanha mentalidade dos denunciantes, ou do próprio cabo de esquadra, perturbe a ordem, ofenda a moral, desafie a parolice reinante.
República de Bananas é igualmente aquela em que um burocrata tem poder para decidir que, tanto pode ser proibido dizer uma piada, como pode ser obrigatório participar num corso carnavalesco.
República de Bananas será também aquela em que qualquer empreendimento empresarial merece, da parte do poder político como também das agências estatais especializadas, a aplicação da magnânima regra da excepção às regras gerais do ambiente, pois o dinheiro justifica tudo e mais alguma coisa.
República de Bananas será ainda aquela em que o carácter tortuoso e labiríntico das leis faz que, na prática, o crime económico em geral e a corrupção em particular compensem. Pois não só são escassíssimas as probabilidades de inquirir e provar um crime de colarinho branco, como as atenuantes e a graduação das penas constituem uma caricatura de justiça mas uma boa aplicação em detergente para lavar um colarinho sujo.
Querem exemplos? Basta ler os jornais nas páginas do noticiário nacional.
Onda do
Jota
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12:42 –
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domingo, 22 de fevereiro de 2009
MARECHAL ANTÓNIO DE SPINOLA
Onda do
Fernão
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21:11 –
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